José Leonardo Vasconcellos de Andrade (Teresópolis, 6 de outubro de 1983), conhecido como Leonardo Vasconcellos, é um político e comerciante brasileiro, filiado ao União Brasil (UNIÃO). É o atual prefeito de Teresópolis, cargo que assumiu em 1o de janeiro de 2025 após vencer as eleições municipais de 2024 com 25.186 votos (28,09% dos votos válidos). Sua trajetória pública inclui a presidência da Câmara Municipal de Teresópolis e passagens por cargos técnicos na administração estadual e municipal.
Vereadores afastados por suspeita de associação criminosa, concussão e peculato Em agosto de 2018, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu um habeas corpus que permitiu que Leonardo Vasconcellos e os demais co-réus respondessem ao processo em liberdade. O processo segue em tramitação sob segredo de justiça.
Crises na Gestão e os gastos com eventos Sua gestão foi questionada pelo MPRJ pelo investimento de R$ 310 mil em cachês para eventos religiosos (como o "Clama Teresópolis") em meio à crise financeira do município. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) negou os pedidos de liminar para barrar os gastos, mantendo a autonomia do Executivo sobre os eventos.
Suspensão de Licitação pelo TCE-RJ (2026) Em fevereiro de 2026, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ)[3] determinou a suspensão imediata de um processo licitatório da Prefeitura de Teresópolis, com valor estimado em R$ 13.175.085,97. O certame tinha como objetivo a contratação de uma empresa para gerir o sistema informatizado do Programa Cartão Material Escolar, destinado ao fornecimento de uniformes e materiais para cerca de 21 mil alunos da rede municipal.
Operação Ananas e Prisão (2018) Em 2018, enquanto presidia a Câmara Municipal, Vasconcellos foi alvo da Operação Ananas, deflagrada pelo MPRJ e pela Polícia Civil. Ele e outros cinco vereadores foram presos preventivamente sob a acusação de associação criminosa, concussão e peculato. A denúncia sustentava que o grupo exigia a contratação irregular de empresas de serviços públicos em troca de apoio político ao Executivo. Vasconcellos permaneceu detido por cerca de quatro meses, sendo libertado após um habeas corpus concedido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo continua em tramitação sob segredo de justiça.
Crise na Saúde Pública e Embate com o HCTCO (2025–2026) Já no cargo de Prefeito, Vasconcellos enfrentou uma crise aguda na saúde. Sua gestão propôs a redução de 40% no contrato com o Hospital das Clínicas de Teresópolis (HCTCO), alegando "ociosidade" de leitos. A direção da unidade e a FESO rebateram a afirmação, apontando ocupação superior a 90% e revelando uma dívida da Prefeitura com o hospital no valor de R$ 123,2 milhões. A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) interveio com uma recomendação formal, alertando que o corte de 43 leitos e milhares de exames resultaria em desassistência e risco de morte para a população usuária do SUS.
Gestão Orçamentária e "Calamidade Financeira" Em 2025, a Prefeitura de Teresópolis decretou estado de calamidade financeira, com dívidas consolidadas em aproximadamente R$ 700 milhões. Nesse cenário, a gestão foi alvo de críticas e ações judiciais.
Eventos Religiosos O MPRJ tentou barrar na justiça o gasto de R$ 310 mil com cachês de artistas para o evento "Clama Teresópolis", argumentando incompatibilidade com a crise financeira. O TJRJ, contudo, negou a liminar favoravelmente à prefeitura.
Regularização Fundiária (Acordo com o Governo Federal) Em 5 de fevereiro de 2026, Leonardo Vasconcellos participou de uma agenda oficial em Brasília com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, para formalizar a cessão de um terreno de 2,8 milhões de metros quadrados na localidade da Quinta Lebrão em Teresópolis.
Referências