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Três no meio e despertar tardio de Vini Jr fazem Brasil evoluir no reencontro com a Austrália, mas falhas defensivas são porém; análise
Três no meio e despertar tardio de Vini Jr fazem Brasil evoluir no reencontro com a Austrália, mas falhas defensivas são porém; análise · Imagem: Source: oglobo.globo.com

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Vitória por 4 a 2 foi marcada por melhora na criação em relação ao primeiro jogo, mas atuação foi de altos e baixos

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Bruno Guimarães é festejado por Danilo e Endrick após marcar o terceiro gol do Brasil contra a Austrália — Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Para quem não conseguiu acordar cedo para acompanhar a vitória do Brasil sobre a Austrália, o placar de 4 a 2 pode dar a impressão de que a seleção teve a atuação que se espera dela. Não foi bem assim. Mas, de fato, houve avanços. O segundo amistoso contra o país da Oceania mostrou caminhos e deu recados para o técnico Carlo Ancelotti.

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O principal deles é o que já deveria ter sido assimilado desde a Copa: o meio-campo precisa de, pelo menos, três jogadores. A diferença na capacidade de criação em relação ao primeiro jogo foi enorme. A presença de Gabriel Bomtempo, que fez boa estreia, potencializou o jogo de Danilo e de Bruno Guimarães. Os três se aproximaram, trabalharam jogadas e deram à seleção controle ao setor.

Tão importante quanto ter um jogador a mais no meio foi a frequência com que os três apareceram perto da área ou até dentro dela. O que fica evidente em três dos quatro gols.

O primeiro, marcado por Vanderson aos 2 minutos, contou com a partcipação de Danilo e de Bomtempo na frente. No segundo, o pênalti convertido por Raphinha, aos 45, foi sofrido justamente pelo meio-campista do Botafogo, em jogada que contara com a participação de Bruno Guimarães e da joia santista. Por fim, o terceiro é marcado justamente pelo camisa 8, aos 23 da etapa final.

Os destaques da seleção não se limitam aos meio-campistas. Jair e Mauro Júnior fizeram boas estreias como titulares. O primeiro foi seguro ao lado de Gabriel Magalhães e se saiu bem no duelo com Irankunda. Já o segundo subiu muito pouco. Mas cupriu bem sua função defensiva.

Endrick, que desta vez iniciou no banco, entrou bem. Brigou bastante pela bola e teve em diversos momentos a oportunidade de jogar em velocidade, justamente como se sai melhor. No terceiro gol, participa da origem da jogada, no meio, e dá a assistência para Bruno Guimarães.

Quem por pouco não entrou na lista dos destaques positivos foi Vini Jr. O atacante foi muito mal até a metade da segunda etapa. Pouco participativo e errando muito, caminhava para uma nova atuação sofrível. Mas mudou da água para o vinho depois que sua jogada deu certo no lance do terceiro gol.

A partir daí, Vini despertou para o jogo e passou a pedir mais a bola e a tentar jogadas individuais. Consequentemente, a seleção cresceu muito a partir daí e acumulou grandes chances, o que mostra como o camisa 7 pode e deve procurar sempre o protagonismo.

Vini foi premiado com o último gol, de pênalti. Chamou a atenção sua confissão à TV Globo, após o fim da partida, de que chegou a oferecer a cobrança para Bruno Guimarães porque estava sem confiança. A ordem para que ele mesmo batesse veio da comissão técnica.

Estes dois lados de Vini na partida simbolizam a atuação da equipe como um todo: de altos e baixos. Se o time teve muitos avanços com a bola no pé, sem ela deixou a desejar. Apesar do gol, Vanderson não foi bem na marcação e deixou Jair exposto em alguns momentos. Além disso, Otávio teve sua atuação comprometida pelas muitas falhas. Entre elas, sua saída errada na cobrança de escanteio que origina o empate.

Os gols australianos, aliás, também mostram outras falhas individuais. No primeiro, Circati concluiu livre de marcação entre Bontempo e Jair. O meio-campista deveria ter acompanhado o adversário.

No segundo, Metcalfe tem todo o espaço do mundo na entrada da área para finalizar com muita categoria. Uma liberdade que ele só teve porque Danilo, que o marcava inicialmente, abandonou sua posição. Problemas que precisam servir de alerta e não podem ser ofuscados pelos acertos.

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