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Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos (Foto: Ágora Investimentos)

Em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à crescente demanda por energia dos centros de dados que sustentam a inteligência artificial, Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos, vê espaço para empresas ligadas ao petróleo nas carteiras. Para ele, o setor pode funcionar como uma proteção para o investidor.

O conflito envolvendo o Irã adiciona um risco relevante ao mercado de petróleo e pode continuar provocando choques nos preços da commodity. “O Irã não havia sido atacado desde 1979 por uma razão. O país consegue retaliar e fazer um estrago gigante em relação ao fornecimento de energia no Oriente Médio e no Golfo Pérsico”, observa Gardimam.

Energia ganha espaço enquanto Vale enfrenta cenário mais incerto, diz Ágora

Dalton Gardimam, vê petróleo como proteção para os portfólios em meio a tensões geopolíticas, demanda crescente por energia e subinvestimento na oferta.

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Além disso, Gardimam acredita que o avanço da inteligência artificial aumentará tanto a demanda por energia que fontes como eólica e solar podem não ser suficientes para atender sozinhas a essa expansão.
Gardimam também argumenta que a transição energética não elimina, no curto prazo, a necessidade de petróleo. Segundo ele, embora a eletrificação avance, o processo depende de infraestrutura e ocorre em um ritmo que não substitui imediatamente os combustíveis fósseis.
Sou fã de ter petróleo na carteira de investimento. É uma proteção natural para as carteiras. Ações e títulos de petroleiras têm de estar imperiosamente na carteira do investidor
Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora Investimentos
Ao mesmo tempo, o economista afirma que o setor de petróleo passou por um período de baixo investimento, o que, em sua avaliação, ajuda a sustentar preços mais elevados por mais tempo. “Estamos vendo que o preço de equilíbrio de petróleo não é mais US$ 40. Estamos em meio a uma guerra, e hoje ele ronda a faixa de US$ 100. Mas não vai voltar para US$ 40″.
Nesse cenário, ele vê empresas de energia como uma forma de dar mais proteção à carteira e reduzir sua volatilidade.
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A Petrobras (PETR3, PETR4) é um dos ativos que se beneficiam da tese, em conjunto com empresas privadas brasileiras e outras no exterior.
Outra blue chip
Já em relação à Vale (VALE3), o economista considera que a dinâmica recente de desvalorização da ação está mais ligada ao momento do minério de ferro e à transformação do modelo econômico chinês.
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Embora os dados da economia chinesa mostrem melhora, a demanda por metais já não tem o mesmo impulso observado durante a forte expansão imobiliária e industrial do País.
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A visão faz parte de um cenário mais amplo para a Bolsa, que também deve ser influenciado pelo processo eleitoral e pelas expectativas sobre um eventual ajuste fiscal em 2027.

