Um homem de 51 anos suspeito de envolvimento na trama do Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar um promotor de Justiça de Campinas foi preso, nesta sexta-feira (25/9), na segunda fase da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep).De acordo com a investigação, o envolvimento do homem no plano para tentar matar o promotor foi apurado após as primeiras prisões, ocorridas em junho deste ano no interior de São Paulo e na capital paulista.A Operação Infiltrados, deflagrada em 9 de junho, apura a tentativa de integrantes do PCC, policiais e um ex-estagiário do MPSP de matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), órgão investigativo vinculado ao MPSP.Na segunda fase da operação, nesta sexta-feira, promotores e policiais cumpriram em Campinas o mandado de prisão e de busca e apreensão contra o homem de 51 anos, que não teve a identidade divulgada. Ele seria ligado diretamente ao chefe dos investigadores Maurício Aparecido de Oliveira, preso na primeira fase da operação por elo com o PCC.Com o homem preso nesta sexta-feira, foram apreendidos dois celulares e um caderno com anotações fiscais que podem estar relacionadas ao esquema criminoso.Segundo a investigação, o envolvimento do novo alvo foi descoberto a partir da apreensão de documentos, celulares e notebooks ocorrida na primeira fase.Núcleo financeiroPromotores apuraram que o preso atuava movimentando valores expressivos para o chefe dos investigadores, respondendo por uma espécie de núcleo financeiro. Além disso, ele também teria sido o responsável por entregar um celular clandestino com chip habilitado para ocultar tratativas ilícitas dos denunciados. Leia também São PauloPlano para matar promotor: investigador é preso acusado de ajudar PCC São PauloPCC usou estagiário para entrar no MPSP em plano para matar promotor São PauloQuem são os presos em operação contra plano para matar promotor de SP São PauloMistério cerca morte de oficial da Marinha em centro de pesquisa na USP O MPSP diz que, entre o material apreendido na primeira fase da Infiltrados, estão comprovantes de depósito em nome do homem preso nesta sexta-feira.A movimentação de dinheiro era significativa, segundo a investigação. Documentos apontam que as transações, entre janeiro de 2025 a janeiro de 2026, somam quase meio milhão de reais. Os valores depositados variavam de R$ 10 mil a R$ 51,7 mil.A investigação diz que os valores não são compatíveis, a princípio, com rendimentos dos investigados e seus respectivos cargos públicos.“Todos os fatos continuam sob apuração no Gaeco, a fim de identificar outros eventuais integrantes da associação criminosa, que também serão denunciados à Justiça”, informou a Polícia Militar em nota.







