Mesmo estratégia tendo sido rejeitada por Trump

27 set 2026 - 07h50

(atualizado às 08h03)

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Resumo

O Irã reiterou suas condições para reabrir o Estreito de Ormuz, mantendo uma proposta de sete dias enviada via Catar, apesar da rejeição de Donald Trump. O plano iraniano exige o fim das hostilidades regionais, a suspensão de sanções ao petróleo e o término do bloqueio naval dos EUA, que alegam estar vencendo o conflito. Enquanto aguarda uma resposta oficial dos mediadores, Teerã ameaça retaliar navios que utilizem rotas ilegais na estratégica passagem, vital para o comércio global de energia.

Os portos iranianos estão sob bloqueio dos Estados Unidos, enquanto Washington tenta pressionar Teerã a suspender o fechamento do Estreito de Ormuz

Foto: DW / Deutsche Welle

Plano de sete dias para a reabertura do Estreito de Ormuz foi apresentado por Teerã e rejeitado por Trump.O Irã reiterou neste domingo, 27, suas condições para a reabertura do Estreito de Ormuz, apesar de o plano nesse sentido, apresentado pelo regime em Teerã, ter sido rejeitado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"É claro que o presidente disse muitas coisas boas, assim como muitas contraditórias, algo que, infelizmente, ouvimos frequentemente dele. Estamos à espera de que os mediadores nos transmitam sua posição definitiva", declarou o ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, nas redes sociais.

"Nossas condições são claras, e qualquer medida em direção à reabertura do Estreito de Ormuz depende do cumprimento dessas condições. Não vamos recuar delas", afirmou Araghchi.

"Jamais fechamos a porta para a diplomacia ou para as negociações, mas, ao mesmo tempo, jamais abrimos mão dos nossos direitos", acrescentou.

O Irã apresentou um plano de sete dias voltado para a reabertura da estratégica rota marítima durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Segundo Teerã, a proposta poderia pôr fim aos combates em questão de dias.

O governo iraniano afirmou ter transmitido o plano a Washington por meio de mediadores do Catar.
De acordo com Araghchi, a proposta iraniana previa a cessação de todas as hostilidades no Oriente Médio, incluindo no Líbano, além do cumprimento das condições de um acordo de cessar-fogo que fracassou meses atrás. Esse acordo previa a liberação de ativos iranianos congelados, a suspensão das sanções contra o petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval dos EUA.
Trump rejeita proposta
Trump rejeitou a proposta iraniana no sábado, ao falar com jornalistas na Casa Branca. "Eu rejeito a proposta deles, rejeitei o acordo deles", declarou. "Eles querem fazer um acordo pelo qual reabrem o Estreito imediatamente porque estão perdendo de forma muito clara."
Ao comentar as declarações de Trump, Araghchi afirmou que os iranianos "viram a primeira reação do presidente dos EUA, mas, até agora, nada nos foi transmitido pelos mediadores".
"Estamos aguardando que os mediadores nos comuniquem as posições definitivas, e tomaremos uma decisão com base nelas", acrescentou o chanceler iraniano.
O impasse em torno do estreito
Os portos iranianos estão atualmente sob bloqueio dos Estados Unidos, enquanto Washington tenta pressionar Teerã a suspender o fechamento do Estreito de Ormuz. A importante rota marítima continua em grande parte fechada ao transporte marítimo internacional, apesar das alegações de Trump de que os EUA a controlam.
Na madrugada de domingo, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), criada pelo Irã para administrar o Estreito de Ormuz, alertou embarcações para as consequências de utilizar "rotas ilegais" na região.
"Isso gera risco de perdas financeiras e de vidas para a embarcação, seu proprietário, comandante e tripulação, além de restringir seriamente futuras passagens pelo Estreito de Ormuz", afirmou a autoridade.
Ela acrescentou que, caso navios descumpram suas regras, todas as embarcações pertencentes à empresa proprietária poderão enfrentar restrições futuras.
Antes do início da guerra, cerca de um quinto da demanda mundial de petróleo passava pelo Estreito de Ormuz. A via marítima também é uma rota crucial para o transporte de gás natural liquefeito e fertilizantes.
as (DPA, Reuters, Lusa)
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