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Flávio combinou de entregar passaporte a equipe hoje pela manhã, mas deixa aliados 'perdidos'
Flávio combinou de entregar passaporte a equipe hoje pela manhã, mas deixa aliados 'perdidos' · Imagem: Source: oglobo.globo.com

Malu Gaspar

Flávio combinou de entregar passaporte a equipe hoje pela manhã, mas deixa aliados 'perdidos'
Flávio combinou de entregar passaporte a equipe hoje pela manhã, mas deixa aliados 'perdidos' · Imagem: Source: oglobo.globo.com

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Último encontro. Na noite de domingo, Flávio Bolsonaro e o governador eleito Douglas Ruas juntos no pronunciamento do candidato derrotado à presidência — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Na mira da Polícia Federal sob a suspeita de fugir do país, o candidato derrotado do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), havia sinalizado a interlocutores que entregaria o passaporte à sua equipe jurídica na manhã desta terça-feira (27) para cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mas até agora aliados afirmam que estão “no escuro” e sem saber o paradeiro do filho 01 de Jair Bolsonaro, que pode ter cruzado a fronteira com a Argentina para fugir para os Estados Unidos, onde vive um de seus irmãos, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

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“Estamos tão perdidos quanto vocês”, disse um interlocutor de Flávio ouvido reservadamente pelo blog.

Entre integrantes da campanha de Flávio, existe o temor de que um eventual plano de fuga acabe “validando” a decisão de Moraes, que não só determinou a apreensão do passaporte de Flávio, mas também o proibiu de se ausentar do país. O prazo para a entrega dos passaportes venceu no final da manhã desta terça-feira.

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Naquela decisão, Moraes apontou “risco concreto” de fuga, baseando-se no pedido da PF apresentado as 21h16 do domingo, minutos após a confirmação da reeleição de Lula.

O ministro do STF alegou que as “medidas cautelares revelam-se necessárias e adequadas, bem como proporcionais em sentido estrito na medida em que se impõem limitações à liberdade do investigado, que são menos gravosas do que aquelas decorrentes da prisão preventiva, ao mesmo tempo em que se mostram suficientes para acautelar a ordem pública”.

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Moraes ainda justificou a medida apontando o “expressivo poder econômico” das pessoas envolvidas nas investigações em torno do advogado Willer Thomaz, amigo de Flávio que, assim como o senador, é alvo de inquérito no STF. De acordo com a PF, Willer "dispõe de recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje. Ele está em Miami desde 25 de agosto, sem previsão de retorno.

O ministro do STF também apontou a “existência de estruturas já estabelecidas no exterior, aptas a viabilizar permanência prolongada” e a manifestação pública de Eduardo Bolsonaro num podcast. "Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país”, disse Eduardo.

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Conforme informou o blog, a Polícia Federal solicitou a Moraes a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a derrota do senador na disputa pela Presidência da República. Moraes, por sua vez, atendeu ao pedido ainda na noite de domingo, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Auditoria nas urnas

Após se recusar a reconhecer o resultado das urnas, Flávio Bolsonaro foi aconselhado por aliados a calibrar o discurso, mudar de estratégia e não repetir os erros de seu pai.

Ainda contrariado com a derrota para Lula, Flávio almoçou na segunda-feira (26) em Brasília para definir os rumos da oposição com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o coordenador da campanha do PL, Rogério Marinho (PL-RN), e o senador eleito Guilherme Derrite (PP), além dos advogados Maria Claudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet.

Uma das propostas cogitadas por Flávio foi a de pedir uma auditoria nas urnas, como tentaram Aécio Neves (PSDB) e Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2014 e 2022, respectivamente. Mas ele foi aconselhado a não seguir adiante com nenhuma ofensiva contra o sistema eletrônico de votação, utilizado pela população brasileira desde 1996 e sem nenhuma acusação de fraude comprovada até hoje.

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