O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (25/9), o Desenrola 3.0, programa que prevê a compra, pela União, de até R$ 150 bilhões em dívidas de famílias brasileiras. Para isso, o governo estima gastar R$ 15 bilhões, considerando um desconto de 90% sobre o valor dos débitos adquiridos das instituições financeiras.A medida será voltada a dívidas de até R$ 10 mil de cartão de crédito, incluindo o rotativo e o parcelado, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Os débitos deverão estar atrasados há entre dois e quatro anos e meio.Segundo a administração do petista, o estoque total de dívidas que se enquadram nas regras é estimado em R$ 300 bilhões. A expectativa é alcançar metade desse montante.A proposta é que a União compre as carteiras de crédito dos bancos com deságio elevado e, posteriormente, faça a reestruturação das dívidas. O objetivo declarado é reduzir o comprometimento da renda das famílias e conter o superendividamento.Como vai funcionarA previsão do governo é realizar, em novembro deste ano, um leilão para a compra das carteiras de crédito das instituições financeiras. A operação será feita pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal.O dinheiro obtido na operação será destinado às famílias, segundo a apresentação do programa.O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a proposta permitirá retirar até R$ 150 bilhões em dívidas da carteira dos bancos.3 imagensFechar modal.1 de 3O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Novo Desenrola BrasilLUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova2 de 3Lula lança Desenrola Adimplentes em evento no Palácio do PlanaltoRicardo Stuckert/Presidência 3 de 3LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNovaQuais dívidas entramPodem ser incluídos no programa débitos de:cartão de crédito rotativo ou parcelado;crédito pessoal sem consignação em folha;dívidas de até R$ 10 mil;com atraso entre dois e quatro anos e meio.O governo estima que o universo de dívidas elegíveis some R$ 300 bilhões. A meta é atingir aproximadamente 50% desse estoque, chegando aos R$ 150 bilhões em dívidas adquiridas. Leia também São PauloLula sobre disseminação das bets: “Me lembrou o começo do crack no país” BrasilPrazo para renegociar dívidas com Desenrola Brasil termina nesta segunda BrasilCaiado critica Desenrola e diz que Lula virou “o grande agiota no Brasil” BrasilTCU libera uso de “dinheiro esquecido” dos trabalhadores no Desenrola 2.0 Desenrola 3.0O anúncio ocorre menos de um mês após o encerramento da segunda versão do Desenrola. Na edição anterior, o governo também buscou reduzir o endividamento das famílias, mas a renegociação ocorreu diretamente entre consumidores e instituições financeiras.O Desenrola 2.0 contemplou dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal com atrasos de 90 dias a dois anos. As instituições financeiras ofereciam a renegociação seguindo regras de desconto mínimo.Na nova versão, a principal mudança é a participação direta da União na operação. Em vez de apenas estabelecer condições para a renegociação entre bancos e devedores, o governo pretende comprar as carteiras de crédito dos bancos e reestruturar os débitos.A expectativa é que o leilão para aquisição das dívidas ocorra em novembro.











