Alfredo Henrique

Defesa pediu revogação da preventiva; Promotoria afirma que coronel ainda pode influenciar testemunhas sobre feminicídio de PM Gisele

Alfredo Henrique

07/10/2026 18:41, atualizado 07/10/2026 18:45

Reprodução/TJM

A defesa do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, pediu à Justiça a revogação da prisão preventiva do oficial. Nesta quarta-feira (7/10), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou contra a soltura.

Preso desde 18 de março, Geraldo Neto pediu para responder ao processo em liberdade. A defesa sustentou que já não haveria risco de interferência, por parte do oficial, na instrução processual. O MPSP, porém, rebateu que o pedido “não merece ser acolhido”.

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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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A soldado Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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Gisele Alves Santana
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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“Nenhuma circunstância”
A promotora Ingrid Maria Bertolino Braido afirma que Geraldo Neto “não apresentou nenhuma circunstância fática e processual” capaz de justificar sua liberdade.
O MPSP destaca ainda que, em interrogatório na segunda-feira (5/10), o oficial admitiu ter tentado contato com Sheila Aparecida Magrini, PM e amiga de Gisele, ligando três ou quatro vezes para o batalhão. Para a Promotoria, em liberdade, ele poderia, com isso, influenciar testemunhas.
O órgão acrescentou que medidas alternativas seriam insuficientes e afirmou que Geraldo Neto “não demonstrou qualquer apreço pela vida humana”.
Família também pede prisão
José Miguel da Silva Junior, advogado dos pais de Gisele e assistente de acusação, também pediu a manutenção da preventiva. Miguel cita a exposição de testemunhas protegidas e sustenta que a patente e os contatos acumulados pelo oficial poderiam ser usados para interferir no processo.
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Gisele morreu com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro. Geraldo Neto sustenta, desde então, que a esposa se matou.
Laudos revelados pela coluna, porém, apontaram vestígios incompatíveis com suicídio. Em depoimento, o oficial também apresentou versões contraditórias sobre um banho tomado após o disparo, o uso de sabonete e até se teria feito a barba.
Ele segue encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte paulistana.

