O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, tem sido pressionado por um grupo de ministros a ampliar o escopo de possíveis investigações sobre o Banco Master às condutas de pelo menos mais dois integrantes da Corte: Dias Toffoli e Nunes Marques. Toffoli já havia sido mencionado em mensagens extraídas do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que o levou a deixar, sob pressão, a relatoria do caso Master no Supremo. Nos últimos dias, as menções ao ministro Nunes Marques levaram integrantes da Corte a defender uma apuração mais rigorosa e ampla, para além das condutas de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Flávio Dino já havia dado pistas de que o quadro poderia piorar, semana passada, durante a sessão que começou a debater o suposto envolvimento de Moraes com Vorcaro. Ao tratar da questão de ordem levantada por Gilmar Mendes para incluir a apuração da conduta de Mendonça no mesmo julgamento, Dino chegou a afirmar que o rito da sessão deveria ser definido com cuidado porque “daqui a pouco, poderia ser preciso abrir novas investigações sobre outros integrantes do tribunal”.Para fontes ligadas ao caso, a fala era o anúncio de que quase metade do Supremo teria sido citada, de alguma forma, nas conversas do ex-banqueiro. Ainda não se sabe se podem surgir novas menções a ministros da Corte a partir dos dados extraídos do telefone de Vorcaro, que estão em análise dentro de quatro gabinetes no STF: além de Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, o ministro Luiz Fux também pediu acesso integral ao conteúdo, que já estava nas mãos de membros do gabinete de Mendonça. Mas vazamentos considerados seletivos e perigosos por integrantes do Supremo não estão descartados. De um lado, Fachin não sinaliza se pretende ampliar as apurações. De outro, Dino não demonstra previsão para devolução do pedido de vista feito no julgamento de Moraes. Internamente, a mesma ala que defende ampliar o escopo das apurações também pressiona a deixar o debate do caso para depois das eleições, em uma tentativa de não contaminar as campanhas com a crise, que pode acabar se arrastando para o ano que vem, já que o prazo para devolução do processo é de até 90 dias e culminaria com o início do recesso de dezembro.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp







